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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ao fechar dos olhos

Às vezes no frio de uma noite,
Busco recordações de quem fui,
O mundo anda tão indiferente,
Às vezes acho que nem estou,
Às vezes não quero sentir,
Mas vejo que isso são fantasias,
Quero poder sentir a mim mesmo,
Quero sentir o bom e o amargo de mim,
Muitas vezes preciso de ajuda,
Às vezes ou quase sempre penso só em mim,
Quero é crescer, mas a vida não brinca e é dura,
A realidade é dolorida, mas é preciso senti-lá,
Para poder conhecer o suposto ser de nós mesmos,
Vejo que tudo soma experiências,
Eu quero é viver, eu quero é ser,
Penso no que não se deve,
Mas penso no que se deve também,
Bom da vida mesmo são as suas dificuldades,
Que transformam e faz com que sejamos mais do que imaginamos,
Sou desconhecido a mim mesmo, ainda não sou o que quero ser,
Só sei que a cada ser doce têm seu ser amargo!
O mundo é metadinha de mim e metadinha do outro.



domingo, 4 de setembro de 2011

Do corpo à experência

Somos o odor do perfume que exala das flores,
Somos o suspiro do beija-flor,
Somos o gosto amargo da dor,
Somos fantasia, disfarçada de realidade,
Somos poesia, que encanta e desencanta o poeta,
Somos criança, que deseja crescer,
Somos adulto, que não quer envelhecer,
Somos o velho, que teima em viver o tempo de quando era criança
E assim vamos formando o que fomos, somos e seremos.