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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A VERDADE É ANDAMOS CRESCENDO JUNTOS DISTRAIDAMENTE

A verdade é que quando a gente olha para dentro, 
acaba por cair num abismo de si mesmo, sem volta....
que é escuro mas também bonito, por ser iluminado.

A verdade é que quando nós falamos do outro, 
sabemos de nós do que do outro.

A verdade é que quando negamos, 
é medo, e o medo é filho do desejo.

A verdade é que não existe cor no quadro negro, 
mas insistimos em pintar e rabiscar nossa timeline da vida.

A verdade é que não há o concreto, 
e acabamos caindo num frustrar no qual a evolução nos proibiu de sentir... tocar.

A verdade é que não há verdade, 
há tempo, a verdade pode se tornar mentira, 
e a mentira tornar-se certa verdade.

A verdade é que andamos crescendo juntos distraidamente...
se é que é verdade que andamos crescendo...


22/12/2016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Se eu pudesse...

Meu coração está em chamas,
Queimo por inteiro sem poder escolher...
O tempo nos derrete em Dalí,
Cheio de narcisismo...
Esses sapatos novos apertam
Meus delicados pés, minha alma...
Há amor em nós, mas há também abismo...
Que impede, nos impede...
De amar, de nos tocar.
Será medo do proibido que nos liga?
Invoco Deuses e Demônios,
Clamo à luz, ardo nas trevas do amor...
Que transborda e não concede saída...
Grito!
Mas não há quem possa escutar...
Somos eu e você nessa imensidão de nós...
Nós não seremos infelizes...
Somos vulcões em erupção súbita...
Você não quer (pensa) em me machucar?
Mas veja quão profundo estamos,
Nossas palavras são trem bala que atinge nossos corações frágeis...
As palavras me invadem numa profundeza fantasmagórica
Nos nós importamos com tudo isso, não é?
Estou me despedaçando...
Não há tempo mais para voltar...
Se eu pudesse ao menos fazer um pedido...
Faria um acordo com Deus...
Venha, venha meu anjo...
Vamos nos tocar...
Trocar experiência...
Deixe-me roubar-te de si mesma,
Deste teu momento.

21/12/2016

O perigo que há nas palavras



Há perigo nas palavras,
Eu morro a cada momento que deleito-me à escrita...
Que me desprende de mim,
Que faz com me observe de longe... distante.
Há perigo nas palavras,
Há escuridão,
Escondo-me atrás das entrelinhas.. deito-me sempre em algumas palavras.
Gosto do mistico de Dalí, da loucura de Van Gogh

21/12/2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mesmice de gente

Canso-me da mesmice
Que comente à língua,
Que amaldiçoa,
Maldiz e induz.

Canso-me da mesmice
Aflorada dos olhos
Que invejam,
Cobiçam e mata
Através do desejo;
De possuir o que não é
De si mesmo,
Mas de outro,
Você.

Canso-me da mesmice
Da língua maldosa e
Dos olhos maldosos do
Outro ensaísta de ser desejado
Possuído pela mesma mesmice.

20/12/2016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

ESCUTE SÓ... GOSTO

Ei, escute só...
Gosto de você,
Gosto quando seus dedos tocam meu corpo singelo, magro...
Gosto de observar seu rosto se fechar com expressão enciumada,
Controladora...
Gosto do seu cheiro ao se aproximar
Gosto do seu jeito avoado de ser,
Drogada de si mesmo, do mundo...
GOSTO...
GOSTO MUITO!
Devo lhe dizer: Não sei nada sobre o amor...
Suspeito que você também não...
Começo a entender
Que o compasso da vida está mudando a passos largos...
Dois pra lá, dois pra cá...
Portanto convido-te a rir e a chorar,
Embebedando-se de mim, da vida, do mundo... de nós...
Como embebedo-me de ti, de nós...
Ei escute só, isso é sério!
Venha dançar comigo...
Esta é uma promessa para vida (que segue) toda ou enquanto durar o gozo
Dos nossos corpos juntos, da minha alma quando lhe toca...
Por nossa amizade que causa excitação
Em todo meu corpo físico/espiritual...
GOSTO...
Gosto de gozar a vida com você
Com nós...

19/12/2016

OS NÓS DE NÓS... DA NOSSA AMIZADE...

Há uma coisa sua que ficou em mim,
Começo a perceber que estou perdendo
Perdendo os meus fantasmas,
Perdendo os meus sintomas...
As minhas faltas...
Hoje estou atento,
Com medo...
Sem abrigo...
Você traz coisas diferentes, novas...
Forçando-me, (sem querer) ...
A abandonar as coisas que não me completam mais...
Qual a razão de tudo isso?
O que te move para perto de mim?
O que te move para longe de mim?
O desapego das coisas mornas e ingênuas
Causa dor e sofrimento,
Angústia que me devora todo,
Pelas entranhas...
Eu grito por socorro...
Quando sua pele encosta na minha,
Choro, eu choro de um sorrir sem fim...
Mas me desespero em seguida...
Estes momentos têm prazo, que finda no entardecer do dia...
Qual a razão de sonhar,
Quando o sonho que se sonha só...
É só um sonho?
Quero-te, mas não podes pertencer a ninguém...
Somente a ti mesmo...
E em que lugar fica os nós de nós?
Da nossa amizade...

19/12/2016

sábado, 17 de dezembro de 2016

O limitar do corpo

Não caibo no corpo
Enquanto estou sendo
E quando penso existir,
Muito a para se descobrir
Sobre o sujeito meu,
Que sou sem perceber.

Não caibo no corpo
Ao ser possuído pelo medo
Que transborda para presão
De mim mesmo, das faltas e sintomas
Que preenche o corpo limite.

Não caibo no corpo
Quando o sujeito que escreve
Está a ser para si mesmo.

Não caibo no corpo
Na busca de encontrar
E reconhecer o sujeito
Que se é.

O sujeito só cabe em corpo,
No entrelaçar da sua vida
Com o outro, que o confirma no real
Junto ao outro,
Não pelo outro.

17/12/2016

As faltas que sustentam-me

Há tempos,
que te quero, sem saber quem tu és.
Há tempos,
te busco, sem saber o que tu és,
Há tempos,
sinto algo por ti sem saber nomear este sentir.
Há tempos,
você está em mim, sem que eu possa ver, sentir, acariciar.
Há tempos,
torturo-me em outros corpos, 
em outros abraços, em outros sorrisos...
Há momentos,
em que te vejo e sinto em rostos e corpos desconhecidos...
Há momentos,
que te encontro, sinto e vejo-te em mim,
mas nesse mesmo momento que gozo desse prazer,
desencontro, avesso meu ser e me perco, te perco.
Há tempos, que os momentos, nossos,
acariciam minha alma que te busca,
que te deseja.
17/12/2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O teu amor: Dos poemas que você fez para mim

Moldurado para brilhar,
O seu amor trincou e abalou meus moldes.

Qual a razão do seu amor,
Das tuas vontades de transformar-me?

Eu era inabalável,
Teu amor rompe as minhas fronteiras,
Chega a enlouquecer.

O teu amor é gozo
Em tempos de tempestade,
É aconchego,
É um mistério que transforma,
Mesmo que não desejado.

Ah, o teu amor...

13/12/2016