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sábado, 17 de dezembro de 2016

O limitar do corpo

Não caibo no corpo
Enquanto estou sendo
E quando penso existir,
Muito a para se descobrir
Sobre o sujeito meu,
Que sou sem perceber.

Não caibo no corpo
Ao ser possuído pelo medo
Que transborda para presão
De mim mesmo, das faltas e sintomas
Que preenche o corpo limite.

Não caibo no corpo
Quando o sujeito que escreve
Está a ser para si mesmo.

Não caibo no corpo
Na busca de encontrar
E reconhecer o sujeito
Que se é.

O sujeito só cabe em corpo,
No entrelaçar da sua vida
Com o outro, que o confirma no real
Junto ao outro,
Não pelo outro.

17/12/2016

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