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sábado, 17 de dezembro de 2016

As faltas que sustentam-me

Há tempos,
que te quero, sem saber quem tu és.
Há tempos,
te busco, sem saber o que tu és,
Há tempos,
sinto algo por ti sem saber nomear este sentir.
Há tempos,
você está em mim, sem que eu possa ver, sentir, acariciar.
Há tempos,
torturo-me em outros corpos, 
em outros abraços, em outros sorrisos...
Há momentos,
em que te vejo e sinto em rostos e corpos desconhecidos...
Há momentos,
que te encontro, sinto e vejo-te em mim,
mas nesse mesmo momento que gozo desse prazer,
desencontro, avesso meu ser e me perco, te perco.
Há tempos, que os momentos, nossos,
acariciam minha alma que te busca,
que te deseja.
17/12/2016

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