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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Se eu pudesse...

Meu coração está em chamas,
Queimo por inteiro sem poder escolher...
O tempo nos derrete em Dalí,
Cheio de narcisismo...
Esses sapatos novos apertam
Meus delicados pés, minha alma...
Há amor em nós, mas há também abismo...
Que impede, nos impede...
De amar, de nos tocar.
Será medo do proibido que nos liga?
Invoco Deuses e Demônios,
Clamo à luz, ardo nas trevas do amor...
Que transborda e não concede saída...
Grito!
Mas não há quem possa escutar...
Somos eu e você nessa imensidão de nós...
Nós não seremos infelizes...
Somos vulcões em erupção súbita...
Você não quer (pensa) em me machucar?
Mas veja quão profundo estamos,
Nossas palavras são trem bala que atinge nossos corações frágeis...
As palavras me invadem numa profundeza fantasmagórica
Nos nós importamos com tudo isso, não é?
Estou me despedaçando...
Não há tempo mais para voltar...
Se eu pudesse ao menos fazer um pedido...
Faria um acordo com Deus...
Venha, venha meu anjo...
Vamos nos tocar...
Trocar experiência...
Deixe-me roubar-te de si mesma,
Deste teu momento.

21/12/2016

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