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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Deserto: a busca pelo eu interior

O tempo passa,
preocupações surgem.
O medo aconchega-se em nosso redor,
Surgem às dúvidas, 
delas descobrimos o poder do pensamento.
O conhecimento,
 passa a ser seu alimento.
Dias mais tarde,
você passa reconhecer a si mesmo.
O conhecimento traz dor,
remete uma percepção do todo, do eu.
Crises existências instalam-se.
Quando não se conhece,
 não há tristeza.
O tempo é valioso, 
doloroso.
Há única certeza, 
é que nunca mais seremos os mesmos.
Dê tempo ao Tempo,
E veja-se no deserto de si mesmo.
Terra desconhecida, 
desabitada.
Permita-se
Aprender com o outro, 
com o mundo.
Viva com aquele que, 
mesmo que viva uma vida inteira, 
jamais o conhecerá.
É no deserto e na escuridão,
que descobrimos quem somos.
Que nos reconhecemos como seres, 
como HUMANOS.


terça-feira, 1 de maio de 2012

O corpo vazio

Na madrugada
Me desperto com o rugido do vento.
Mesmo sonolento vigio me levantar, 
Então sou vestido por um vazio
Jamais sentido,
Que amassa minha alma,
Que insiste que algo necessita ser aceito, 
Sob a sonolência vigio iluminar os flashbacks que 
Voam sobre minha mente.
Às vezes, o inconsciente é cruel, devastador.
O vento traz-me aromas que me levam ao passado, 
Recordo-me dos risos e tristezas, 
Tempos bons não voltam mais.
O tempo ensina.
Vamos percebendo que
Conviver não é amar.
Quantas vezes enganamo-nos.
É preciso.
O vazio existe e sempre existirá, 
Enquanto sentirmos o vazio
Sentir-nos-emos vivos. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ao fechar dos olhos

Às vezes no frio de uma noite,
Busco recordações de quem fui,
O mundo anda tão indiferente,
Às vezes acho que nem estou,
Às vezes não quero sentir,
Mas vejo que isso são fantasias,
Quero poder sentir a mim mesmo,
Quero sentir o bom e o amargo de mim,
Muitas vezes preciso de ajuda,
Às vezes ou quase sempre penso só em mim,
Quero é crescer, mas a vida não brinca e é dura,
A realidade é dolorida, mas é preciso senti-lá,
Para poder conhecer o suposto ser de nós mesmos,
Vejo que tudo soma experiências,
Eu quero é viver, eu quero é ser,
Penso no que não se deve,
Mas penso no que se deve também,
Bom da vida mesmo são as suas dificuldades,
Que transformam e faz com que sejamos mais do que imaginamos,
Sou desconhecido a mim mesmo, ainda não sou o que quero ser,
Só sei que a cada ser doce têm seu ser amargo!
O mundo é metadinha de mim e metadinha do outro.



domingo, 4 de setembro de 2011

Do corpo à experência

Somos o odor do perfume que exala das flores,
Somos o suspiro do beija-flor,
Somos o gosto amargo da dor,
Somos fantasia, disfarçada de realidade,
Somos poesia, que encanta e desencanta o poeta,
Somos criança, que deseja crescer,
Somos adulto, que não quer envelhecer,
Somos o velho, que teima em viver o tempo de quando era criança
E assim vamos formando o que fomos, somos e seremos.

sábado, 16 de julho de 2011

A nossa essência

Do canto a mais linda voz,
Da dor a mais linda essência,
Do amor o mais lindo cuidado,
Vejo no seus olhos o meu reflexo,
Tudo que vejo e crio de você,
Sou.
Em você eu me encontro em tempos 
De tempestade,
No seus braços repouso no aconchego,
Sua voz é como uma melodia de ninar,
Ao seu lado me permito ser eu,
Eu já não sei qual corpo habito,
Você sou eu e quando me procuro
Sempre me acho no seu olhar.
Sinto que somos duas almas 
Habitando único corpo.

16/07/2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Gente como a gente

Gente igual a gente,
Gente que vive junto ao ser da gente,
Gente que quer a gente,
Gente que pensa no todo da gente,
Gente que vive o gosto de ser gente,
Gente que pensa com a gente,
Gente que sonha junto com a gente,
Gente que é amiga da gente,
Gente que mesmo que o mundo 
Esteja desmoronando 
Sempre estará com a gente!

06/06/2011

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sentir a si mesmo

O meu erro é só meu,
A crítica é exclusivamente sua
Nada dela serve que me sirvo.
A cada nascer do dia reconheço e desconheço mais de mim,
O sentir dói a cada pulsar,
E uma força transborda dentro de mim,
Escolhas são como charadas,
Esperando que sejamos capazes de ariscar,
Pensar sobre o mundo sem sentir não é pensar,
É imaginar.
O meu ser colhe a cada amanhecer estilhaços de vínculos,
E tudo vai consistir em experiências
Para certo dia ser o que tomara corpo pensante ou desejável ser.
[Sinto enquanto ainda vivo neste corpo inacabado,
Alimentando o ser com desamores,
Amores, dores e sabedorias que meu corpo ser se revelará
Desenrolar da vida"