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domingo, 30 de março de 2014

Dias de Cinza-Marinho

Dias de Cinza-Marinho são frios e mais bonitos,
É momento em que se pode olhar no olho,
Acariciar sem medo, e cobrir-te dos lenções amassados.

Dias de Cinza-Marinho são diamantes na mão do pobre,
Sombra que pulsa por vida, reconhecimento.
Somos tão parecidos e tão distantes,
Como as pétalas de uma rosa e suas raízes.

Dias de Cinza-Marinho é poço de sentimentos,
Que são afogados em uma xícara de café e alguns cigarros,
Pela manhã. E a fuça que sobe é a esperança emitida aos deOses.

Dias de Cinza-Marinho são reservados aos pensamentos, à loucura.
Momentos de algumas ou várias doses de lembranças e recordações,
É o tempo para pensar-se em si e no outro eu, seu.

Dias de Cinza-Marinho causa amor, amor traz vida e experiência.
A experiência causa dor.

Dias de Cinza-Marinho são meus, tanto quanto são seus.
é nosso Cinza-Marinho.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Feridas abertas

Ninguém soube como começou,
Ninguém soube como terminou,
Ninguém viu para qual lado foram,
Ninguém quis dizer nenhuma palavra,
Ninguém quis ouvir um ao outro,
Ninguém se quer olhou para trás.

Ninguém quis pensar sobre o problema,
Ninguém quis sentir a dor de estar suspenso,
Ninguém quis ser de algodão de si mesmo,
Ou do outro.

Ninguém quis derramar uma lágrima,
Ninguém quis se despedir.
Ninguém limpou as feridas,
Então, ambos ficaram com suas feridas abertas,
Caminhando em busca de cuidados, afeto.

Em busca de um algodão que enxuguem suas lágrimas,
Que conforte o seu coração.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Eu vejo em seus olhos

Eu vejo em seus olhos
Que o que você fala não é sério.
Eu vejo em seus olhos
O quão é efêmero seus contos.
Eu vejo em seus olhos
Que há apenas desejo.
Eu vejo em seus olhos
Insegurança, medo e mistério.
Eu vejo em seus olhos
O reflexo do que machuca,
Mas que te excita.
Eu vejo em seus olhos
Traços humanos.
Eu vejo em seus olhos
Fome de amor,
Sede de toque.
Eu vejo em seus olhos
Traços nossos.

domingo, 2 de março de 2014

Tu não te moves de ti

Tu não te moves de ti
Por medo de despir sua alma.
Tu se moves de ti,
Apenas nas tuas emoções,
Tu não consegues sentir o outro senão tu,
Tu sentes em ti, algo que possa ser o outro,
Algo semelhante a ti,
Que disfarçadamente seja análogo ao outro.
Tu não te moves de ti
Nem para o gozo do amor,
Tu não te moves de ti
Nem para se amar, dirá amar alguém.
Tu jamais te moves de ti,
Tu és incapaz de sair de ti.
Tu tens medo de ti

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Desilução


Dois passos para o futuro.
De repente, três passos para o presente,
O tombo.
Poxa, pra quê?
Levanta!
Levantado, meio confuso,
Dá cinco passos para o passado.
Loucura! Sim, loucura.
Bebeu rapaz-moça?
Certamente não, apenas alcoolizado de realidade!
Risos. (Realidade?)
Que besteira, realidade nada, pura fantasia.
Que fantasia! - (pausa para o alivio).
Trate de voltar para realidade.
Agora!
Vamos, 
Beba duas doses de ego,
Três de superego,
E lembre-se, somente beba uma dose de Id.
Nunca, em hipótese alguma, beba lentamente.
Algumas doses NECESSITAM ser engolidas rapidamente.
Ainda mais essa, id.
Cuidado, muito cuidado.
Uma dose a mais,
E sua dignidade, sua pureza, inocência e tudo mais,
Serão evidenciadas ao pecado da carne.
Pecado será não cometer o pecado,
Será injusto não ceder para sede.
Que sede!
O fogo lhe queimara,
Quando sentir-se, já será tarde demais.
Será o amanhecer.
Será cinza.
Desilusão.

Encontro ao acaso

Olá, tudo bem?

Ótimo.  Venha, relaxe um pouco.

Quer que eu guarde seu casaco? Pronto.

Agora, sinta-se em casa!

Vamos lá.

Hoje, está um lindo dia de verão, o relógio congela às 18h e exatos 39 min. Imagine-se apreciando um adorável café cappucciniano, comigo, ou uma bebida do seu agrado.  Ao levar à xícara aos lábios, com demasiado cuidado, observe tudo ao seu redor.

Exatamente agora, os seus olhos, emaranhados à sua tríade: ego, superego e id, levam-te a observar e ser tocado pelas vibrações alheias. Sinta. Seja tocado pelo universo.

Não disfarce, sabe o quão delicioso é, para você, analisar essas formas, traços e manias tão intrínsecas a você, a nós. Perceba, o quão é abençoado, por ter uma vida tão única, e que nos surpreende a cada manhã, a cada olhar, toque ou vibração universal em contato com o outro.

O melhor da vida está nos momentos. Sim, nos pequenos momentos. São os momentos de descuido das preocupações, que, em essência, a vida nos mostra o quão simples e maravilhosa ela pode ser.

Aproveite os segundos, no alivio, é mais fácil perceber que há tanto do próximo em nós. Somos ingênuos e ao mesmo tempo desumanos, quando insistimos em nos diferenciar e reproduzir sementes de discórdia e desamor.

No mundo há muitas pessoas com características, sentimentos e personalidade, que são próximos ou semelhantes, e que quase as tornam iguais. Apenas uma única coisa, nos faz ser diferente: a evolução do espírito. Isso mesmo. Nem todos conseguem evoluir o seu espírito.

Lembrando que, neste texto, você não está sendo incentivado a nenhuma religião.
Está apenas se dando a oportunidade de pensar sobre sua evolução como humano.

Em seu cotidiano, creio que, uma porcentagem considerável de pessoas, passam por uma carga emocional de stress muito elevada. Não é nada fácil suportar certas alfinetadas de outras pessoas que não se preocupam em evoluir. É tarefa árdua, para qualquer pessoa, até mesmo para as que estão em processo de evolução espiritual.

Pois bem, percebeu que, o essencial é, antes de tudo, ouvir? A pessoa que ouve, antes de falar, consegue estabelecer uma conduta mais adequada diante das frustrações ou momentos indesejáveis ao seu espirito. Portanto, quando mais nos permitirmos ouvir, mais fácil será estabelecer uma paz interior, não deixando que o outro invada sua paz.

É maravilhoso, não acha? As pessoas nos ajudam a evoluir, sem mesmo saber disso. Lembre-se! Todos podem nos ensinar algo. Do menor ao maior.  Basta querer aprender, basta sentir.

Que dia, né? Você precisa ir?

Tudo bem. Muito obrigado, sua companhia foi muito agradável. Venha me visitar mais vezes.

Desculpe, por eu falar demais. Eu gosto tanto de falar com você. Sinto-me aliviado, é um gozo de ânimo.

Mais uma vez, obrigado!

Até logo.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Deserto: a busca pelo eu interior

O tempo passa,
preocupações surgem.
O medo aconchega-se em nosso redor,
Surgem às dúvidas, 
delas descobrimos o poder do pensamento.
O conhecimento,
 passa a ser seu alimento.
Dias mais tarde,
você passa reconhecer a si mesmo.
O conhecimento traz dor,
remete uma percepção do todo, do eu.
Crises existências instalam-se.
Quando não se conhece,
 não há tristeza.
O tempo é valioso, 
doloroso.
Há única certeza, 
é que nunca mais seremos os mesmos.
Dê tempo ao Tempo,
E veja-se no deserto de si mesmo.
Terra desconhecida, 
desabitada.
Permita-se
Aprender com o outro, 
com o mundo.
Viva com aquele que, 
mesmo que viva uma vida inteira, 
jamais o conhecerá.
É no deserto e na escuridão,
que descobrimos quem somos.
Que nos reconhecemos como seres, 
como HUMANOS.


terça-feira, 1 de maio de 2012

O corpo vazio

Na madrugada
Me desperto com o rugido do vento.
Mesmo sonolento vigio me levantar, 
Então sou vestido por um vazio
Jamais sentido,
Que amassa minha alma,
Que insiste que algo necessita ser aceito, 
Sob a sonolência vigio iluminar os flashbacks que 
Voam sobre minha mente.
Às vezes, o inconsciente é cruel, devastador.
O vento traz-me aromas que me levam ao passado, 
Recordo-me dos risos e tristezas, 
Tempos bons não voltam mais.
O tempo ensina.
Vamos percebendo que
Conviver não é amar.
Quantas vezes enganamo-nos.
É preciso.
O vazio existe e sempre existirá, 
Enquanto sentirmos o vazio
Sentir-nos-emos vivos. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ao fechar dos olhos

Às vezes no frio de uma noite,
Busco recordações de quem fui,
O mundo anda tão indiferente,
Às vezes acho que nem estou,
Às vezes não quero sentir,
Mas vejo que isso são fantasias,
Quero poder sentir a mim mesmo,
Quero sentir o bom e o amargo de mim,
Muitas vezes preciso de ajuda,
Às vezes ou quase sempre penso só em mim,
Quero é crescer, mas a vida não brinca e é dura,
A realidade é dolorida, mas é preciso senti-lá,
Para poder conhecer o suposto ser de nós mesmos,
Vejo que tudo soma experiências,
Eu quero é viver, eu quero é ser,
Penso no que não se deve,
Mas penso no que se deve também,
Bom da vida mesmo são as suas dificuldades,
Que transformam e faz com que sejamos mais do que imaginamos,
Sou desconhecido a mim mesmo, ainda não sou o que quero ser,
Só sei que a cada ser doce têm seu ser amargo!
O mundo é metadinha de mim e metadinha do outro.



domingo, 4 de setembro de 2011

Do corpo à experência

Somos o odor do perfume que exala das flores,
Somos o suspiro do beija-flor,
Somos o gosto amargo da dor,
Somos fantasia, disfarçada de realidade,
Somos poesia, que encanta e desencanta o poeta,
Somos criança, que deseja crescer,
Somos adulto, que não quer envelhecer,
Somos o velho, que teima em viver o tempo de quando era criança
E assim vamos formando o que fomos, somos e seremos.