Não caibo no corpo
Enquanto estou sendo
E quando penso existir,
Muito há para se descobrir
Sobre o sujeito eu, que sou sem perceber.
Não caibo no corpo
Ao ser possuído pelo medo
Que transborda para presa de mim mesmo,
das faltas e sintomas
Que preenche o corpo limite.
Não caibo no corpo
Quando o sujeito que escreve
Está a ser para si mesmo.
Não caibo no corpo
Na busca de encontrar
E reconhecer o sujeito
Que se é.
O sujeito só cabe em corpo,
No entrelaçar da sua vida
Com o outro, que o confirma no real
Junto ao outro,
Não pelo outro.
17/12/2016
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