Observo alguém inexperiente,
Que vive ainda uma puerilidade
De uma extensão de encher os
Olhos de lágrimas de uma emoção
Inominável.
Ao olhar seu reflexo no espelho
Busca referências de um outro
Que não a si mesmo,
Outro que o confirme no real,
Por não enxergar a si mesmo
No retrato refletido no espelho.
Em seus devaneios ainda
Mantém-se jovem, pueril em
Essência, mas de uma pulsão
De morte que persiste ficar
No lugar de nem lá nem cá,
À observar o desequilíbrio
Que o forçará na escolha
De qual lado cair.
05/03/2017
E o poema que brinca de ser um espelho de si?
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