que sequer se dão o calor de se desnudar.
Cá estou a contemplar o retrato que rabisquei de mim
quase que num desespero fantasmagórico disfarçado de felicidade.
Vou
à janela da alma na esperança de vencer
esse encaramujamento narcísico, voltar a sorrir como menino
esse encaramujamento narcísico, voltar a sorrir como menino
e
de forma pueril voltar a sentir os efeitos borboléticos do amor.
Amor
que não me tire a falta, mas que cause desejo em insistir na vida.
A
gente só conhece o amor percorrendo o seu caminho
[que é um saco às vezes, por dar um trabalhão],
no qual eu mesmo não me atrevo a dizer a direção.
Em minha aparência inteira em forma física, sorrio ao escrever
esse corpo amontoado de palavras, para acenar ao que fui de mim mesmo
e dar as boas vindas ao que está a chegar a mim.
[que é um saco às vezes, por dar um trabalhão],
no qual eu mesmo não me atrevo a dizer a direção.
Em minha aparência inteira em forma física, sorrio ao escrever
esse corpo amontoado de palavras, para acenar ao que fui de mim mesmo
e dar as boas vindas ao que está a chegar a mim.
Vou
à janela dos meus olhos esperando que algo da ordem
do meu vazio se desenhe de forma mais compreensível ao externo,
do meu vazio se desenhe de forma mais compreensível ao externo,
para
que eu possa criar um saber sobre mim mesmo.
Essas
ideias malucas sempre surgem após me espalhar pelo divã,
experiência
que se assemelha para mim como uma máquina do tempo,
chegamos
sem querer dizer um pingo de palavra e quando nos damos
conta
do tempo, dissemos coisas do arco da velha sobre o que há em nós.
Sei
que o que mais me assombra na análise é não saber nada de mim,
por sempre estar à mercê da grande pergunta: quem sou agora?
O vazio enorme cheio de conteúdo se abre em minha mente,
um infinito que não dá garantias alguma que ao encostar-se a ele
por sempre estar à mercê da grande pergunta: quem sou agora?
O vazio enorme cheio de conteúdo se abre em minha mente,
um infinito que não dá garantias alguma que ao encostar-se a ele
possa
se chegar ao topo de um conhecimento divino de si mesmo.
estou a caminhar por existir algo da ordem do desejo que impulsiona
a seguir em frente.
Maicon Vijarva I 2018/03/01

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