Observo o caminhar dos estranhos
E identifico deles algo meu,
Por que o outro tem tanto de nós,
Ou somos nós que temos tanto do outro?
Observo o caminhar destes meus,
Tão meus quanto deles,
Estranho encontro que faço
Quando me (des)encontro no outro.
Eu só quer(o)ia saber
A temporalidade do meu tempo
Nos sintomas que causam movimentos
(In)voluntários em mim,
Que em tempo real
Me encontra/encanta ao outro e também
Me desencontra,
Me descobrindo, em significantes.
02/03/2017
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