O sujeito se descreve no espaço das entre linhas do não
dito, escrito.
A musicalidade
do que aflige é calorosa à pele,
Ainda que busque
sair rasteiramente
Pelos poros sem
ser compreendida ao olhar contempla(dor),
Deixando
rastro do seu sentir pela pele faminta e sedenta de sentido,
Alimento.
A
musicalidade do que sufoca o íntimo ferve
Uma sintonia
cheia de significantes inacabados à luz
De um sujeito
faltante de si mesmo.
A
musicalidade das palavras não-ditas foliam
Festivamente
num corpo que transforma e se descompõe em si mesmo,
Rastejante pela
escuridão da glória de tolerar a si mesmo.
Sujeito este
que se escreve em experiências,
Em temporalidade
outra que não esta,
Por ser apenas
pó do que um dia foi suposto corpo,
Para então ressuscitar
das profundezas de si mesmo
E dar corpo
ao significante que outrora era inacabado sem sentido.
03/03/2017
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