Nadando em imaginações
Transito numa eterna tríade
Em que nada é lógico
O tempo brinca comigo...
O passado
Reporta ao presente
Algo que faz falta
E insiste na útopia
Da possibilidade de
Re-viver momentos outros
Em corpos distintos
É quase uma má-audição
Ao ouvir o que se tenta dizer
Mesmo não existindo
Vocabulário algum
Que dê conta disso que
É impossível de
Nomear.
Mergulho na imensidão
De mim mesmo
E deixo ser levado por
Uma força que me destrói
Corrói e dilacera
Mas que me transforma
Em uma versão melhor
Do que fui
É ensurdecedor
Sentir que se está sentindo
Muito...
mais, ainda.
Acordo e a vida se repete
Trazendo sempre algo
Da ordem do novo
Incomum.
2017/12/24

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