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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

SER-SUJEITO-SER




Nadando em imaginações
Transito numa eterna tríade
Em que nada é lógico
O tempo brinca comigo...

O passado 
Reporta ao presente
Algo que faz falta 
E insiste na útopia 
Da possibilidade de
Re-viver momentos outros
Em corpos distintos

É quase uma má-audição
Ao ouvir o que se tenta dizer
Mesmo não existindo 
Vocabulário algum 
Que dê conta disso que 
É impossível de 
Nomear.

Mergulho na imensidão
De mim mesmo
E deixo ser levado por
Uma força que me destrói
Corrói e dilacera 
Mas que me transforma 
Em uma versão melhor 
Do que fui

É ensurdecedor 
Sentir que se está sentindo
Muito...
mais, ainda.

Acordo e a vida se repete
Trazendo sempre algo 
Da ordem do novo
Incomum. 

2017/12/24

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