Há uma coisa sua que ficou em mim,
Começo a perceber que estou perdendo
Perdendo os meus fantasmas,
Perdendo os meus sintomas...
As minhas faltas...
Hoje estou atento,
Com medo...
Sem abrigo...
Você traz coisas diferentes, novas...
Forçando-me, (sem querer) ...
A abandonar as coisas que não me completam mais...
Qual a razão de tudo isso?
O que te move para perto de mim?
O que te move para longe de mim?
O desapego das coisas mornas e ingênuas
Causa dor e sofrimento,
Angústia que me devora todo,
Pelas entranhas...
Eu grito por socorro...
Quando sua pele encosta na minha,
Choro, eu choro de um sorrir sem fim...
Mas me desespero em seguida...
Estes momentos têm prazo, que finda no entardecer do dia...
Qual a razão de sonhar,
Quando o sonho que se sonha só...
É só um sonho?
Quero-te, mas não podes pertencer a ninguém...
Somente a ti mesmo...
E em que lugar fica os nós de nós?
Da nossa amizade...
19/12/2016
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
sábado, 17 de dezembro de 2016
O limitar do corpo
Não caibo no corpo
Enquanto estou sendo
E quando penso existir,
Muito a para se descobrir
Sobre o sujeito meu,
Que sou sem perceber.
Não caibo no corpo
Ao ser possuído pelo medo
Que transborda para presão
De mim mesmo, das faltas e sintomas
Que preenche o corpo limite.
Não caibo no corpo
Quando o sujeito que escreve
Está a ser para si mesmo.
Não caibo no corpo
Na busca de encontrar
E reconhecer o sujeito
Que se é.
O sujeito só cabe em corpo,
No entrelaçar da sua vida
Com o outro, que o confirma no real
Junto ao outro,
Não pelo outro.
17/12/2016
Enquanto estou sendo
E quando penso existir,
Muito a para se descobrir
Sobre o sujeito meu,
Que sou sem perceber.
Não caibo no corpo
Ao ser possuído pelo medo
Que transborda para presão
De mim mesmo, das faltas e sintomas
Que preenche o corpo limite.
Não caibo no corpo
Quando o sujeito que escreve
Está a ser para si mesmo.
Não caibo no corpo
Na busca de encontrar
E reconhecer o sujeito
Que se é.
O sujeito só cabe em corpo,
No entrelaçar da sua vida
Com o outro, que o confirma no real
Junto ao outro,
Não pelo outro.
17/12/2016
As faltas que sustentam-me
Há tempos,
que te quero, sem saber quem tu és.
Há tempos,
te busco, sem saber o que tu és,
Há tempos,
sinto algo por ti sem saber nomear este sentir.
Há tempos,
você está em mim, sem que eu possa ver, sentir, acariciar.
Há tempos,
torturo-me em outros corpos,
em outros abraços, em outros sorrisos...
Há momentos,
em que te vejo e sinto em rostos e corpos desconhecidos...
Há momentos,
que te encontro, sinto e vejo-te em mim,
mas nesse mesmo momento que gozo desse prazer,
desencontro, avesso meu ser e me perco, te perco.
Há tempos, que os momentos, nossos,
acariciam minha alma que te busca,
que te deseja.
17/12/2016
que te quero, sem saber quem tu és.
Há tempos,
te busco, sem saber o que tu és,
Há tempos,
sinto algo por ti sem saber nomear este sentir.
Há tempos,
você está em mim, sem que eu possa ver, sentir, acariciar.
Há tempos,
torturo-me em outros corpos,
em outros abraços, em outros sorrisos...
Há momentos,
em que te vejo e sinto em rostos e corpos desconhecidos...
Há momentos,
que te encontro, sinto e vejo-te em mim,
mas nesse mesmo momento que gozo desse prazer,
desencontro, avesso meu ser e me perco, te perco.
Há tempos, que os momentos, nossos,
acariciam minha alma que te busca,
que te deseja.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
O teu amor: Dos poemas que você fez para mim
Moldurado para brilhar,
O seu amor trincou e abalou meus moldes.
Qual a razão do seu amor,
Das tuas vontades de transformar-me?
Eu era inabalável,
Teu amor rompe as minhas fronteiras,
Chega a enlouquecer.
O teu amor é gozo
Em tempos de tempestade,
É aconchego,
É um mistério que transforma,
Mesmo que não desejado.
Ah, o teu amor...
13/12/2016
O seu amor trincou e abalou meus moldes.
Qual a razão do seu amor,
Das tuas vontades de transformar-me?
Eu era inabalável,
Teu amor rompe as minhas fronteiras,
Chega a enlouquecer.
O teu amor é gozo
Em tempos de tempestade,
É aconchego,
É um mistério que transforma,
Mesmo que não desejado.
Ah, o teu amor...
13/12/2016
sábado, 20 de agosto de 2016
Sobre amor e ódio: coragem
Tu perguntas se deves,
Digo, o que te impede?
Dava-se ao amor como dava-se ao ódio,
Estimo não ser inverossímil nada do que dizem
a respeito do amor e ódio.
Amar e ódio são como lanterna mágica,
alimentam os fantasmas da nossa alma,
os dando cor.
Dizem que amar é para os fortes,
mas temo tal especulação.
Os grandes escritores que falam sobre amor,
são frágeis, mas corajosos.
O que motiva o amor, não é a força,
mas a coragem de se despir,
desabitar, permitir-se ser habitat do novo,
do Outro.
Já disse Goethe:
O que seria o mundo para nosso coração,
sem amor?
O mesmo que uma lanterna mágica,
sem luz,
Efêmero!
Não seja medíocre com o seu amor,
Invista tudo, mergulhe.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Demasiado Humano Agridoce
Agridoce são palavras,
Bisturis diante do mundo.
Repetidos olhares
Perdidos
De desejo narcísico.
No berço expendido,
Da amargura dissolúvel.
Árduo
Reflexos no espelho,
Ratifica inocência,
Crime e castigo,
Amor e
Ódio,
Medo.
Agridoce
Prazeres,
Sufocante
Pecado que tira o fôlego,
Traz vida,
Decadência.
Humano,
Carne e osso.
Selvagem,
Amável,
Narciso.
Agridoce!
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Co(r)po que transborda
Anestesiado,
Fico marginalizado em utopias.
Corpo que transborda do copo, entre os dedos magros.
Anestesiado,
Planeio amores,
Em forma distorcida e psicodélica,
Diluídos
Na primeira dose do outro,
No atrito
Reflexo do narciso.
Entre a pressão do céu e do árduo calor da terra,
Enlouqueço com a colisão da língua com os dentes,
Alocução ruída.
Anestesiado,
Decomponho,
Em corpo assintomático,
Sem deleitar-se da delícia e da expiação de amar, de ser amado.
Anestesiado,
Transformo-me em ossos manchados,
Sedentos por preencher o vazio da hipocrisia.
Anestesiado,
Grito por cores,
Arco-íris.
Grito pela luz do dia,
Amanhecer.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Tu-Outro: Eu
Tu-Outro, que moldas a personalidade.
Tu-Outro, que harmoniza a euforia.
Tu-Outro, que modifica a cada novo contato.
Não sejamos mais Breezeblocks!
Tu-eu, que inspira: choca a audácia.
Tu-eu, que amedronta a imaginação: inspira.
Tu-eu, que encoraja a lutar e preservar: evoluir.
Não sejamos mais Breezeblocks!
Loucura-egoíca, que destrói os laços de comunicação espontâneos.
Loucura-egoíca, que luta em proteger o ego-ferido.
Loucura-egoíca, que é tão inocente e frágil.
Não sejamos mais Breezeblocks!
Eu ideal,
Please don't go
Ideal de Eu, I love you so!
domingo, 29 de junho de 2014
O objeto evidenciado, desejo massacrado: Obsessão
Caminhando em sua direção inconscientemente,
Sem saber ao certo por qual razão me aproximo cada vez mais de você.
Você está tão distante, mas minha pele ainda sente o árduo sabor do nosso suor.
Quando vejo de longe, eu fico trêmulo, chega a me faltar ar.
Será que alguém percebe toda essa euforia em minha alma?
Bem é sabido, não há nada mais a ser dito,
Mas há tantas coisas que parecem necessárias a se dizer.
Mas há tantas coisas que parecem necessárias a se dizer.
Tantos passos que ainda precisam ser dados em nossa história, é duro viver em reticências.
Sei também que é uma explosão corrosiva, mas meu Eu-Teu ainda precisa de um pouco mais de você.
Sei também que é uma explosão corrosiva, mas meu Eu-Teu ainda precisa de um pouco mais de você.
Ao caminhar em meio à multidão vejo o quanto perdemos andando em direções contrarias,
Buscando algo que estava tão visível, tão nosso.
Quantas bebidas consumidas pra desvanecer nossa aparência da minha mente, da sua.
Quantos cigarros pela metade foram gastos.
Não houve lagrimas, não há necessidade para o choro, o aperto do coração não deixam as lágrimas saírem.
Sempre seremos a pessoa certa para nós, mas que hoje fica na lembrança.
Lembranças que são fetiches em outros corpos, suores e amores.
Amores, esses que são somas de nós.
Sempre seremos a pessoa certa para nós, mas que hoje fica na lembrança.
Lembranças que são fetiches em outros corpos, suores e amores.
Amores, esses que são somas de nós.
Você e Eu, nos deixamos em uma rua sem saída,
Onde as pessoas vão continuar sendo as mesmas,
Como pílulas antidepressivas, para que seja possível nos manter vivos.
Onde as pessoas vão continuar sendo as mesmas,
Como pílulas antidepressivas, para que seja possível nos manter vivos.
Mas nós não seremos mais a mesma pessoa.
Pra que tantos desencontros, entre nós?
Seu sorriso, seus lábios ainda me inspiram à felicidade.
É tudo muito complexo, porque a partir daqui seremos como estranhos para nós,
Nos procurando em outros corpos, em outras paixões, em outros lábios, vícios.
Vamos, continuaremos gastando nosso tempo, nos odiando,
Nos abandonando cada dia mais, até nos aniquilarmos
Nos abandonando cada dia mais, até nos aniquilarmos
quinta-feira, 3 de abril de 2014
O seio somatizado
Desde os primórdios do nascimento,
Somos forçados a largar o cordão umbilical,
Forjados a viver, a sentir, a planejar, a experimentar por si mesmo.
A essência do amor e da paixão é única, sempre será o seio,
Esse que alimenta e sacia os desejos, a fome – que vicia.
Em uma busca frenética por amores,
Escolhem-se parceiros(as) com características e essências maternais,
E, às vezes, paternais.
Ô vida, que alimenta desejos primitivos, inconscientes.
Dores, que antecede ao sentimento presente...
Sombras que aterrorizam a essência do que poderia ser,
Mas morre antes de nascer.
Sombras que matam o Self-Verdadeiro que sofre para existir, sobreviver.
Ego que se despedaça e se reconstrói até enlouquecer,
Até perder suas rédeas para um Id pulsante, primitivo.
SuperEgo que vive a se culpar, por seu fracasso com o Ego.
Vida, que insiste em dar oportunidades,
Mesmo após a loucura instalada e somatizada.
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