Meu coração está em chamas,
Queimo por inteiro sem poder escolher...
O tempo nos derrete em Dalí,
Cheio de narcisismo...
Esses sapatos novos apertam
Meus delicados pés, minha alma...
Há amor em nós, mas há também abismo...
Que impede, nos impede...
De amar, de nos tocar.
Será medo do proibido que nos liga?
Invoco Deuses e Demônios,
Clamo à luz, ardo nas trevas do amor...
Que transborda e não concede saída...
Grito!
Mas não há quem possa escutar...
Somos eu e você nessa imensidão de nós...
Nós não seremos infelizes...
Somos vulcões em erupção súbita...
Você não quer (pensa) em me machucar?
Mas veja quão profundo estamos,
Nossas palavras são trem bala que atinge nossos corações frágeis...
As palavras me invadem numa profundeza fantasmagórica
Nos nós importamos com tudo isso, não é?
Estou me despedaçando...
Não há tempo mais para voltar...
Se eu pudesse ao menos fazer um pedido...
Faria um acordo com Deus...
Venha, venha meu anjo...
Vamos nos tocar...
Trocar experiência...
Deixe-me roubar-te de si mesma,
Deste teu momento.
21/12/2016
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
O perigo que há nas palavras
Há perigo nas palavras,
Eu morro a cada momento que deleito-me à escrita...
Que me desprende de mim,
Que faz com me observe de longe... distante.
Há perigo nas palavras,
Há escuridão,
Escondo-me atrás das entrelinhas.. deito-me sempre em algumas palavras.
Gosto do mistico de Dalí, da loucura de Van Gogh
21/12/2016
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Mesmice de gente
Canso-me da mesmice
Que comente à língua,
Que amaldiçoa,
Maldiz e induz.
Canso-me da mesmice
Aflorada dos olhos
Que invejam,
Cobiçam e mata
Através do desejo;
De possuir o que não é
De si mesmo,
Mas de outro,
Você.
Canso-me da mesmice
Da língua maldosa e
Dos olhos maldosos do
Outro ensaísta de ser desejado
Possuído pela mesma mesmice.
20/12/2016
Que comente à língua,
Que amaldiçoa,
Maldiz e induz.
Canso-me da mesmice
Aflorada dos olhos
Que invejam,
Cobiçam e mata
Através do desejo;
De possuir o que não é
De si mesmo,
Mas de outro,
Você.
Canso-me da mesmice
Da língua maldosa e
Dos olhos maldosos do
Outro ensaísta de ser desejado
Possuído pela mesma mesmice.
20/12/2016
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
ESCUTE SÓ... GOSTO
Ei, escute
só...
Gosto de
você,
Gosto
quando seus dedos tocam meu corpo singelo, magro...
Gosto de
observar seu rosto se fechar com expressão enciumada,
Controladora...
Gosto do
seu cheiro ao se aproximar
Gosto do
seu jeito avoado de ser,
Drogada de
si mesmo, do mundo...
GOSTO...
GOSTO
MUITO!
Devo lhe
dizer: Não sei nada sobre o amor...
Suspeito
que você também não...
Começo a
entender
Que o
compasso da vida está mudando a passos largos...
Dois pra
lá, dois pra cá...
Portanto
convido-te a rir e a chorar,
Embebedando-se
de mim, da vida, do mundo... de nós...
Como
embebedo-me de ti, de nós...
Ei escute
só, isso é sério!
Venha
dançar comigo...
Esta é uma
promessa para vida (que segue) toda ou enquanto durar o gozo
Dos nossos
corpos juntos, da minha alma quando lhe toca...
Por nossa
amizade que causa excitação
Em todo meu
corpo físico/espiritual...
GOSTO...
Gosto de
gozar a vida com você
Com nós...
19/12/2016
OS NÓS DE NÓS... DA NOSSA AMIZADE...
Há uma coisa sua que ficou em mim,
Começo a perceber que estou perdendo
Perdendo os meus fantasmas,
Perdendo os meus sintomas...
As minhas faltas...
Hoje estou atento,
Com medo...
Sem abrigo...
Você traz coisas diferentes, novas...
Forçando-me, (sem querer) ...
A abandonar as coisas que não me completam mais...
Qual a razão de tudo isso?
O que te move para perto de mim?
O que te move para longe de mim?
O desapego das coisas mornas e ingênuas
Causa dor e sofrimento,
Angústia que me devora todo,
Pelas entranhas...
Eu grito por socorro...
Quando sua pele encosta na minha,
Choro, eu choro de um sorrir sem fim...
Mas me desespero em seguida...
Estes momentos têm prazo, que finda no entardecer do dia...
Qual a razão de sonhar,
Quando o sonho que se sonha só...
É só um sonho?
Quero-te, mas não podes pertencer a ninguém...
Somente a ti mesmo...
E em que lugar fica os nós de nós?
Da nossa amizade...
19/12/2016
Começo a perceber que estou perdendo
Perdendo os meus fantasmas,
Perdendo os meus sintomas...
As minhas faltas...
Hoje estou atento,
Com medo...
Sem abrigo...
Você traz coisas diferentes, novas...
Forçando-me, (sem querer) ...
A abandonar as coisas que não me completam mais...
Qual a razão de tudo isso?
O que te move para perto de mim?
O que te move para longe de mim?
O desapego das coisas mornas e ingênuas
Causa dor e sofrimento,
Angústia que me devora todo,
Pelas entranhas...
Eu grito por socorro...
Quando sua pele encosta na minha,
Choro, eu choro de um sorrir sem fim...
Mas me desespero em seguida...
Estes momentos têm prazo, que finda no entardecer do dia...
Qual a razão de sonhar,
Quando o sonho que se sonha só...
É só um sonho?
Quero-te, mas não podes pertencer a ninguém...
Somente a ti mesmo...
E em que lugar fica os nós de nós?
Da nossa amizade...
19/12/2016
sábado, 17 de dezembro de 2016
O limitar do corpo
Não caibo no corpo
Enquanto estou sendo
E quando penso existir,
Muito a para se descobrir
Sobre o sujeito meu,
Que sou sem perceber.
Não caibo no corpo
Ao ser possuído pelo medo
Que transborda para presão
De mim mesmo, das faltas e sintomas
Que preenche o corpo limite.
Não caibo no corpo
Quando o sujeito que escreve
Está a ser para si mesmo.
Não caibo no corpo
Na busca de encontrar
E reconhecer o sujeito
Que se é.
O sujeito só cabe em corpo,
No entrelaçar da sua vida
Com o outro, que o confirma no real
Junto ao outro,
Não pelo outro.
17/12/2016
Enquanto estou sendo
E quando penso existir,
Muito a para se descobrir
Sobre o sujeito meu,
Que sou sem perceber.
Não caibo no corpo
Ao ser possuído pelo medo
Que transborda para presão
De mim mesmo, das faltas e sintomas
Que preenche o corpo limite.
Não caibo no corpo
Quando o sujeito que escreve
Está a ser para si mesmo.
Não caibo no corpo
Na busca de encontrar
E reconhecer o sujeito
Que se é.
O sujeito só cabe em corpo,
No entrelaçar da sua vida
Com o outro, que o confirma no real
Junto ao outro,
Não pelo outro.
17/12/2016
As faltas que sustentam-me
Há tempos,
que te quero, sem saber quem tu és.
Há tempos,
te busco, sem saber o que tu és,
Há tempos,
sinto algo por ti sem saber nomear este sentir.
Há tempos,
você está em mim, sem que eu possa ver, sentir, acariciar.
Há tempos,
torturo-me em outros corpos,
em outros abraços, em outros sorrisos...
Há momentos,
em que te vejo e sinto em rostos e corpos desconhecidos...
Há momentos,
que te encontro, sinto e vejo-te em mim,
mas nesse mesmo momento que gozo desse prazer,
desencontro, avesso meu ser e me perco, te perco.
Há tempos, que os momentos, nossos,
acariciam minha alma que te busca,
que te deseja.
17/12/2016
que te quero, sem saber quem tu és.
Há tempos,
te busco, sem saber o que tu és,
Há tempos,
sinto algo por ti sem saber nomear este sentir.
Há tempos,
você está em mim, sem que eu possa ver, sentir, acariciar.
Há tempos,
torturo-me em outros corpos,
em outros abraços, em outros sorrisos...
Há momentos,
em que te vejo e sinto em rostos e corpos desconhecidos...
Há momentos,
que te encontro, sinto e vejo-te em mim,
mas nesse mesmo momento que gozo desse prazer,
desencontro, avesso meu ser e me perco, te perco.
Há tempos, que os momentos, nossos,
acariciam minha alma que te busca,
que te deseja.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
O teu amor: Dos poemas que você fez para mim
Moldurado para brilhar,
O seu amor trincou e abalou meus moldes.
Qual a razão do seu amor,
Das tuas vontades de transformar-me?
Eu era inabalável,
Teu amor rompe as minhas fronteiras,
Chega a enlouquecer.
O teu amor é gozo
Em tempos de tempestade,
É aconchego,
É um mistério que transforma,
Mesmo que não desejado.
Ah, o teu amor...
13/12/2016
O seu amor trincou e abalou meus moldes.
Qual a razão do seu amor,
Das tuas vontades de transformar-me?
Eu era inabalável,
Teu amor rompe as minhas fronteiras,
Chega a enlouquecer.
O teu amor é gozo
Em tempos de tempestade,
É aconchego,
É um mistério que transforma,
Mesmo que não desejado.
Ah, o teu amor...
13/12/2016
sábado, 20 de agosto de 2016
Sobre amor e ódio: coragem
Tu perguntas se deves,
Digo, o que te impede?
Dava-se ao amor como dava-se ao ódio,
Estimo não ser inverossímil nada do que dizem
a respeito do amor e ódio.
Amar e ódio são como lanterna mágica,
alimentam os fantasmas da nossa alma,
os dando cor.
Dizem que amar é para os fortes,
mas temo tal especulação.
Os grandes escritores que falam sobre amor,
são frágeis, mas corajosos.
O que motiva o amor, não é a força,
mas a coragem de se despir,
desabitar, permitir-se ser habitat do novo,
do Outro.
Já disse Goethe:
O que seria o mundo para nosso coração,
sem amor?
O mesmo que uma lanterna mágica,
sem luz,
Efêmero!
Não seja medíocre com o seu amor,
Invista tudo, mergulhe.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Demasiado Humano Agridoce
Agridoce são palavras,
Bisturis diante do mundo.
Repetidos olhares
Perdidos
De desejo narcísico.
No berço expendido,
Da amargura dissolúvel.
Árduo
Reflexos no espelho,
Ratifica inocência,
Crime e castigo,
Amor e
Ódio,
Medo.
Agridoce
Prazeres,
Sufocante
Pecado que tira o fôlego,
Traz vida,
Decadência.
Humano,
Carne e osso.
Selvagem,
Amável,
Narciso.
Agridoce!
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